quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Parlamentar Saúda Agricultores do Engenho São João



22-Out-2008


Fernando Ferro foi a plenário nesta quarta-feira (22) para lembrar a luta dos trabalhadores rurais do Acampamento Chico Mendes, que receberam a posse de terra. "Após cinco anos de muita luta e resistência, cerca de 300 famílias do Acampamento Chico Mendes, no engenho São João em Tiúma, Região Metropolitana do Recife, receberam o título de posse da terra. O assentamento foi alvo de várias tentativas violentas de desocupação, quando as famílias foram despejadas da área por três vezes, tendo suas casas, suas lavouras e a escola de seus filhos destruídas. Com persistência, voltaram a construir suas vidas nestas terras que a partir de agora são definitivamente delas, edificando o que se tornou um acampamento modelo, tanto do ponto de vista da disposição da luta, como do ponto de vista organizativo e da construção de uma nova consciência social e política. Estas famílias vão poder produzir e tirar seu sustento da terra com segurança. Esta é uma vitória simbólica contra o latifúndio improdutivo, a expansão da monocultura de cana-de-açúcar e o modelo agroexportador, que arrasam a zona da mata Pernambucana e o Nordeste Brasileiro. Com a retomada do investimento público para a produção de cana-de-açúcar, o antigo proprietário das terras, o Grupo Votorantim, tentou retomar a posse da antiga Usina Tiúma que, diga-se de passagem, estava abandonada há quase 20 anos, usando de todos os instrumentos possíveis para expulsar as famílias e retomar a produção da monocultura. A investida do grupo Votorantim aconteceu em agosto de 2005, quando as forças repressivas tentaram realizar o despejo decisivo. Destaco aqui que a solidariedade de diversos setores da sociedade civil organizada foi fundamental para impedir tal investida. Setores como a imprensa, entidades ligadas aos direitos humanos e às questões agrárias deram suporte necessário para que o acampamento resistisse à força do grupo Votorantim. Acompanhei de perto a busca pelo direito à terra, pelo direito à uma vida digna destas famílias. Congratulo-me hoje com entidades como o MST, que acreditaram e apoiaram a luta destes cidadãos e com as famílias que hoje têm sua posse de terra. Portanto, a vitória do assentamento Chico Mendes não é apenas de 300 famílias guerreiras, que resistiram e acreditaram em um sonho, mas de toda uma sociedade. Essa é uma grande vitória para a reforma agrária, não apenas no Estado de Pernambuco, mas em todo o nosso país".


Maiores informações entre no Site: http://www.fernandoferro.com.br/

SENAI OFERECE CURSO GRATUITO

Formação
Senai abre inscrições para 1.700 vagas em cursos técnicosPublicado em 21.10.2008, às 22h00
Do JC OnLineCom informações de Economia/JC

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) abre inscrições para cursos técnicos nesta quarta-feira (22). Das 1.700 vagas oferecidas, 1.260 são para os jovens aprendizes, com idades entre 14 e 21 anos, que vão fazer cursos técnicos gratuitos, e as outras 440 vagas são para os candidatos, de qualquer idade, que já concluíram o ensino médio e querem aprender uma profissão.
As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de novembro através da
internet ou nas escolas técnicas Senai Santo Amaro; Areias e Água Fria (Recife); Senai Paulista e Senai Cabo (Região Metropolitana do Recife); Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe (Agreste) e Senai Petrolina (Sertão). Para a categoria Jovem Aprendiz, as inscrições custam R$ 15, e para os demais, a taxa é de R$ 25
Os estudantes interessados nas vagas para Jovem Aprendiz precisam estar matriculados no 1° ou 2° ano, e devem apresentar uma auto-declaração de baixa renda. Quem for de menor precisa levar a declaração assinada pelos pais. O MEC exige que os candidatos de qualquer uma das categorias apresentem o CPF na hora da matrícula.

De acordo com a diretoria regional da instituição, os cursos disponíveis em cada região são oferecidos de acordo com a demanda local. Os cursos da Região Metropolitana do Recife (RMR) são voltados para os empreendimentos de Suape, enquanto os cursos de Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe são voltados ao pólo de confecções.
Há opções de cursos técnicos gratuitos nas áreas de produção de moda, vestuário, alimentos, edificações, eletrotécnica, administração empresarial, eletromecânica, eletrônica, redes de computadores, telecomunicações, manutenção automotiva, refrigeração e climatização, química, supervisor em confecção do vestuário. Já para o público geral, há cursos técnicos nas áreas de automação industrial, edificações, eletrotécnica, eletrônica, eletromecânica, logística, manutenção automotiva, produção de moda, química, segurança do trabalho e telecomunicações.
As provas serão realizadas no dia 21 de dezembro, sendo 20 questões de português, 20 de matemática e uma redação. Outras informações pelos telefones (81) 3183.3796, 3183.3710 ou 3183.3752.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

CABEÇA DE CONGRESSO, DEPUTADO FERNANDO FERRO DEFENDE OS METALÚRGICOS DE SUAPE NA CÂMARA FEDERAL


FERNANDO FERRO ESTÁ HÁ SEIS ANOS NA LISTA DOS PARLAMENTARES MAIS INFLUENTES DO CONGRESSO NACIONAL, DE ACORDO COM O DIAP . FERRO NUNCA ABANDONOU A LUTA DOS TRABALHADORES POR SEUS DIREITOS.

Ferro acompanhou a primeira paralisação dos trabalhadores em Suape e manifestou sua indignação na tribuna da Câmara Federal. Fernando Ferro pediu mais atenção do Ministério do Trabalho para as denúncias dos trabalhadores do Estaleiro Atlântico Sul. Acompanhe o pronunciamento de Ferro em 24.09.2008:
“Um grupo de aproximadamente mil trabalhadores entrou em greve, em razão das péssimas condições de trabalho naquela unidade de construção de navios. O Estaleiro Atlântico Sul foi uma conquista para nós pernambucanos. Lutamos para que ele fizesse parte do processo de desenvolvimento do Estado. Participamos com o Presidente Lula da chegada desse empreendimento ao nosso Estado, pois significa de fato oportunidade de emprego.
Ao mesmo tempo, no curso de sua instalação, fomos surpreendidos por denúncia dos trabalhadores do sindicato dos metalúrgicos sobre as péssimas condições de trabalho: má qualidade da comida, ambiente insalubre, salários baixos, assédio moral.
Houve uma paralisação. Buscamos a mediação do Ministério Público do Trabalho. Procuramos a direção da empresa para alertar sobre essas possibilidades, a fim de buscar o entendimento, a negociação.
É inaceitável que empresários que recebem dinheiro do BNDES para investimentos — recursos públicos - humilhem operários, tratem mal as pessoas, provocando situações de constrangimento.
A greve foi o resultado dessa situação. Ninguém faz greve porque a acha bonita ou porque está na moda, até porque as pessoas correm o risco de serem demitidas e perseguidas.
Acho que podemos chegar a uma situação negociada com o Ministério Público do Trabalho, com diálogo, para que a confiança seja restabelecida entre as partes.
Saúdo os trabalhadores que tiveram coragem, os jovens operários recém-treinados para o importante trabalho de construção de navios que irão servir à PETROBRAS. Eles estão conscientes de seus papéis, de suas formações políticas e de suas ações como trabalhadores nessa importante área da indústria brasileira, no Porto de Suape.”


Fernando Ferro

Deputado Federal/PE




terça-feira, 23 de setembro de 2008

A Espiritualidade Anglicana


Rev. Gerardo Jaramillo González

A Espiritualidade Anglicana está em tudo aquilo que, sendo próprio do anglicanismo, favorece, fomenta e acrescenta a espiritualidade humana. Está em tudo aquilo que sendo anglicano, melhora a sua capacidade reflexiva, a sua fé e os dons do Espírito Santo, o transcendente que existe na pessoa humana e sua relação com o transcendente, com a própria pessoa, e com as coisas que a rodeiam. São quatro as ênfases que mais se sobressaem na Comunhão Anglicana: 1. A adesão às Sagradas Escrituras; 2. A tricotomia Bispo - Sucessão Apostólica – Grande Comissão; 3. A Liturgia; 4. A Capacidade de Adaptação.
1. A primeira ênfase do Anglicanismo está nas Sagradas Escrituras. Ênfase que é comum a todas as tendências da Reforma. Isto se manifesta de mil formas, das quais destacamos a profissão de fé, que se exige a todo o anglicano, e em especial a seus ministros, assim explicitada: “Declaro solenemente que creio que as Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento são a Palavra de Deus, e que contém todas as coisas necessárias para a salvação...” (Loc. 383);
2. A segunda ênfase do Anglicanismo é essa tricotomia: Bispo – Sucessão Apostólica – Grande Comissão. A marcha da Comunhão Anglicana, Uma, Santa, Católica e Apostólica, que se dá “entre as angústias do mundo e os consolos de Deus”, gira em torno de um eixo: o Bispo. “Nele reside o poder executivo da Diocese, é o pastor principal, o guardião da fé, o símbolo da unidade, o pai da família eclesiástica da diocese. É ele o representante legal da Igreja diante do Estado, o presidente do Concílio Diocesano e do seu Conselho Executivo”. Por essa centralidade e ênfase no Episcopado é que boa parte do Anglicanismo é conhecido pelo nome de “IGREJA EPISCOPAL”. Daqui surge uma virtude que deve ser cultivada por todo bom anglicano: a obediência de Deus, a Jesus Cristo, que é quem nos lega a Grande Comissão, e ao Bispo, eixo da Igreja, legítimo sucessor dos Apóstolos, e encarregado de levar a efeito o cumprimento da missão recebida.
Dado que essa doutrina se baseia em boa parte nos Pais Apostólicos, sintetizamos tudo isso sob o título de “Patrística”. A segunda ênfase recai, então, sobre a patrística, dentro da qual se destaca o pai da configuração do episcopado: Inácio, o mártir e bispo de Antioquia. Os bispos trazem sobre os seus ombros e transmitem de geração a geração a grande comissão que é a que em síntese nos traz Mateus 28:18-20, e que diz: “Todo o poder me é dado no céu e a na terra. Portanto ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a guardar todas as coisas que tenho ordenado, e eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo”.
3. A terceira ênfase está em sua liturgia, a qual, por sua vez, gira em torno do Sacramento Eucarístico. Aqui se inclui o Ofício Diário, a Oração Matutina, o Ofício para o Meio Dia, a Oração Vespertina diária, a grande Litania, e todas as formas de oração para leigos e clérigos. Aqui se inclui as cerimônias dos Sacramentos e dos Ritos Sacramentais de acordo com a instituição de Cristo, ou elaborados nos tempos apostólicos ou pós apostólicos sob a direção do Espírito Santo. Aqui se inclui os ritos de Celebração Eucarística, sob várias formas e as cerimônias de consagração dos bispos e os ritos de ordenação dos presbíteros e diáconos.
Por meio do Livro de Oração Comum (LOC) se administram os sacramentos, sinais externos que, conjuntamente com as formas sacramentais, conferem a graça a todos os que se convertem ao Senhor.
Fomenta-se o canto, inclusive o das diversas denominações, a piedade e as suas manifestações externas, mantendo-se, porém, sempre, a linha de uma estrutura litúrgica que nos diferencia das confissões alitúrgicas.
4. A quarta ênfase reside em sua capacidade de adaptação, ou capacidade de nascer das diversas culturas, qualidade que poderíamos sintetizar na palavra “contextualização”. O anglicanismo nasceu de um desprender-se da liturgia romana para elaborar outra que recolhera os valores dos anglos, que se contextualizaria para os ingleses. Por isso se diz que a Reforma Inglesa apontou prioritariamente para a liturgia que se incrustou nas leis do reino.
Quando essa comunhão católica chega aos Estados Unidos da América, a liturgia se volta para a cultura americana e se adapta à constituição, às leis e às idiossincrasias dos norte-americanos.
Na África, onde há nações de maioria Anglicana – mantendo-se sempre a sua essência – o Livro de Oração Comum assimila ritos e costumes da raça negra, e assim, juntamente como ornamentos, mitras e demais vestes, muitas vezes vão adornados com plumas e com a flora das nações afro.
Não é sem razão que o prefácio do Livro de Oração Comum, atualmente em uso, começa: “É uma parte muito inestimável na bendita liberdade com que Cristo nos fez livres, permitir sem ofensa alguma, diferentes formas e práticas em seu culto contanto que se conserve íntegra a essência da fé”. Aqui se expressa, como tudo o que é essencialmente anglicano, sua capacidade de adaptação, que viemos a denominar de “contextualização”.
Mas, como essas quatro ênfases contribuem para a espiritualidade anglicana? Por parte das Sagradas Escrituras, a resposta é óbvia: não há um livro entre todos os que se guardam nas bibliotecas do mundo que contribua tanto para o melhoramento da reflexão, pelas verdades que revela, que contribua tanto para a justiça e o amor, a retidão e o bom uso da liberdade por sua moral, ao crescimento da fé pelos mistérios que revela, como a Bíblia.
Os Pais da Igreja (como segunda ênfase) contribuem para o aprofundamento da espiritualidade dos anglicanos enquanto aclaram a configuração do episcopado, que vem indubitavelmente dos apóstolos, e que recebe a Grande Comissão para transmiti-la aos respectivos herdeiros da sucessão apostólica. A espiritualidade anglicana está comprometida com a Grande Comissão, que é levar, de forma missionária, “tudo que vos tenho ensinado”, toda a revelação de Jesus Cristo. Daqui se depreende que a espiritualidade anglicana inclua, definitivamente, obediência aos legítimos pastores, catolicidade, ênfase missionária e apostolicidade.
A Liturgia (terceira ênfase) influi definitivamente na espiritualidade pela oração litúrgica e extralitúrgica, que é para os leigos e clérigos, homens e mulheres, todos encontram aqui o grande meio para comunicar-se com Deus e o transcendente, e recebem os auxílios naturais que se resumem no presente da graça criada e incriada. Aqui se favorecem, fomentam e acrescentam os valores espirituais da fé e da caridade, da reflexão, da adesão ao bem, da liberdade da verdade em Cristo, da vivência da própria transcendência e o contato com o transcendente.
A quarta ênfase espiritualiza o homem enquanto encarna a Cristo em todas as nações, línguas, raças e culturas. Assim se espiritualiza cada nacionalidade com suas constituições e leis. Com a vivência de um Cristianismo assim contextualizado, tudo no homem se converte em um apêndice da espiritualidade: o corpo, a diversão, a música, o sexo, o trabalho, a geografia e a história de cada povo, na medida que tudo isso se cristifica melhora tudo o que é a espiritualidade humana.
Concluamos dizendo que quando compreendemos em que está a espiritualidade anglicana, temos de romper com o cordão umbilical das comunhões e denominações de onde procedemos.
Não podemos enfatizar as emoções por cima das convicções, nem substituir em sua totalidade nossos ritos de profundo conteúdo pelo êxtase, ou preservar as ênfases romanas em que a Sexta-Feira da Paixão predomina sobre o Domingo da Ressurreição, e onde se caminha mais com a procissão da Virgem do Carmo do que com o Pentecostes.
Enquanto não rompermos com essas ênfases do passado e de outras denominações não captaremos a espiritualidade anglicana, e nem seremos anglicanos.

Deputado Federal Fernando Ferro Solicita Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos

12-Ago-2008

O deputado Luís Couto (PT/PB) deu entrada em um requerimento na Comissão de Diretos Humanos da Câmara Federal solicitando audiência pública com a presença do Sr. David Josué, membro da organização "Pour mes freres et soeurs en Haiti" (pelos meus irmãos e irmãs do Haiti). A organização defende cidadãos haitianos que tiveram seus direitos civis violados. O Sr. Josué estará no Brasil entre os dias 19 e 20 de agosto. O requerimento foi elaborado a partir de uma solicitação do dep. Fernando Ferro.
No mês de abril deste ano, durante a participação no 2o Encontro Continental "Pela Soberania Nacional, Contra as Privatizações e os Tratados de Livre Comércio", que aconteceu na Cidade do México, o deputado Fernando Ferro recebeu do advogado haitiano David Josué uma carta que pede uma atitude do presidente Luís Inácio Lula da Silva sobre graves denúncias contra a ação das tropas da ONU, comandadas pelo Brasil.
A carta foi entregue pelo deputado Ferro ao chefe de gabinete da presidência da república, Gilberto Carvalho, no dia 30 de abril.
Na ocasião, Gilberto Carvalho considerou que o Haiti vive uma "situação complicada, onde a tropa acaba se envolvendo em situações ruins", e destacou que esta carta "pode ajudar na procura de outras medidas para solucionar o problema".

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O SIGNIFICADO DO TAU


O Tau é a última letra do alfabeto hebraico;a décima nona letra do alfabeto grego;sinal bíblico usado pelo profeta Ezequiel:
“Chamou o Senhor
Deus o homem vestido de linho branco, que trazia à cintura os instrumentos de escriba e lhe disse: percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com um “T” na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem.” (Ez 9,3-4)
Todo aquele que tinha sido assinalado com o “T” foi poupado do extermínio.
O Papa Inocêncio III (1160-1216) explica o sentido do Tau: “Tem a forma de
Cruz; quem o traz consigo, vive sua fé.”
São Francisco teve grande veneração por esta letra, pois lhe lembrava o grande
amor de Cristo por nós.
Portanto, o Tau é:
A lembrança da Redenção, da Cruz, do Amor;Sinal de penitência e conversão interior;Sinal de dor pelos pecados do mundo;Recordação de nosso batismo; nossa marca de Filhos de Deus;Sinal de salvação .
São Francisco selava o que escrevia com o Tau, para significar a densidade do Amor de Deus, concretizado na Cruz de Cristo, sinal de Salvação.
Para aqueles que gostam de se aprofundar, será interessante ler este artigo abaixo, retirado de http://www.franciscanos.org.br:
“TAU - SÍMBOLOS E SIGNIFICADOS:
Há certos sinais que revelam uma escolha de vida. O TAU, um dos mais famosos símbolos franciscanos, hoje está presente no peito das pessoas num cordão, num broche, enfeitando paredes numa escultura expressiva de madeira, num pôster ou pintura. Que escolha de vida revela o TAU? Ele é um símbolo antigo, misterioso e vital que recorda tempo e eternidade. A grande busca do humano querendo tocar sempre o divino e este vindo expressar-se na condição humana. Horizontalidade e verticalidade. As duas linhas: Céu e Terra! Temos o símbolo do TAU riscado nas cavernas do humano primitivo. Nos objetos do Faraó Achenaton no antigo Egito e na arte da civilização Maia. Francisco de Assis o atualizou e imortalizou. Não criou o TAU, mas o herdou como um símbolo seu de busca do Divino e Salvação Universal.
TAU, SINAL BÍBLICO
Existe somente um texto bíblico que menciona explicitamente o TAU, última letra do alfabeto hebraico, Ezequiel 9, 1-7: “Passa pela cidade, por Jerusalém, e marca com um TAU a fronte dos homens que gemem e choram por todas as práticas abomináveis que se cometem”. O TAU é a mais antiga grafia em forma de cruz. Na Bíblia é usado como ato de assinalar. Marcar com um sinal é muito familiar na Bíblia. Assinalar significa lacrar, fechar dentro de um segredo, uma ação. É confirmar um testemunho e comprometer aquele que possui o segredo. O TAU é selo de Deus; significa estar sob o domínio do Senhor, é a garantia de ser reconhecido por Ele e ter a sua proteção. É segurança e redenção, voltar-se para o Divino, sopro criador animando nossa vida como aspiração e inspiração.
O TAU NA IDADE MÉDIA
Vimos o significado salvífico que a letra hebraica do TAU recebe na Bíblia. Mas o TAU tem também um significado extrabíblico, bastante divulgado na Idade Média: perfeição, meta, finalidade última, santo propósito, vitória, ponto de equilíbrio entre forças contrárias. A sua linha vertical significa o superior, o espiritual, o absoluto, o celeste. A sua linha horizontal lembra a expansão da terra, o material, a carne. O TAU lembra a imagem do sustentáculo da serpente bíblica: clavada numa estaca como sinal da vitória sobre a morte. Uma vitória mística, isto é, nascer para uma vida superior perfeita e acabada. É cruz vitoriosa, perfeição, salvação, exorcismo. Um poder sobre as forças hostis, um talismã de fé, um amuleto de esperança usado por gente devota sensível.