sábado, 28 de junho de 2008

Minhas Fotos

Foto com nosso Primaz Dom Gregogy Vanable na Catedral Anglicana do Bom Samaritano em Boa Viagem Recife PE.


Participando como Mestre de Cerimonia na Ordenação Diaconal do Rev Carlos Alberto no Ponto Missionário Anglicana da Santíssima Trindade em Maceió





Participando como Capelão de Dom Robinson na Ordenação Diaconal do Rev Ivo Xavier no Ponto Missionário Anglicana da Santíssima Trindade em Maceió





quinta-feira, 26 de junho de 2008

OUVIR É UMA ARTE

Por Rev. Frei Daniel Barbosa, OSE*

“Ó Senhor Deus, ouve a minha oração! Escuta o meu pedido”.
Salmo 143.1

No versículo citado encontramos dois verbos: o Ouvir, e o Escutar. Deus quando nos criou deu-nos uma boca e dois ouvidos. Isto implica que devemos falar menos e escutar mais. Existe um ditado chinês que diz: “O bom ouvinte colhe, enquanto o que fala semeia”. Há muitas pessoas que dão pouca importância para a capacidade de ouvir. Elas só estão preocupadas em falar, falar e falar.

Para isso, precisamos estar dispostos não simplesmente a ouvir as pessoas, mas escutar com atenção a cada um e cada uma.

Quando digo que ouvir é uma arte, é porque escutar é a capacidade de executar o ouvir. Escutar é ouvir com atenção, entender, compreender, perceber as preocupações de quem nos procura. Deus ouve as nossas orações e escuta nossos pedidos, ou seja, Ele entende e atende as nossas necessidades. Ele inclina os seus ouvidos e nos atende.

O grande número de pessoas mesmo cristãs, que se encontram hoje em tratamento psicológico, muitas vezes é por falta de quem os ouça; estes profissionais estão preparados e capacitados a escutar seus pacientes. Será que estamos também capacitados a tal tarefa? Ou só estamos prontos a falar, ditar o que as pessoas devem fazer, quando elas só precisariam de ouvidos e não de boca? O que as pessoas mais necessitam hoje é ser ouvidas.

Sem dúvida, ouvir é muito complicado, mas, ouvir torna-se eficaz quando quem escuta está capaz de discernir e compreender aquele ou aquela que fala, e o resultado disso é que o processo de comunicação é atingido. Ninguém gosta de ser tratado com desprezo, todos querem se sentir importante, e que esta importância seja devidamente reconhecida. Quem se observa escutado, sente-se muito gratificado. Na Bíblia encontramos várias referências sobre: “Quem tem ouvidos ouça...”.

Na igreja, por exemplo, é muito difícil a comunicação entre os mais jovens e os mais velhos, pelo fato de não compreendê-los. Para isso, é preciso que haja empatia, quero dizer: sentimento de identificação entre as pessoas. Agora me pergunto:
1. Tenho sido um bom ouvinte?
2. Tenho paciência em ouvir?
3. Tenho disposição em escutar?
4. Tenho a capacidade de guardar o que escutei?

Se tivermos estas quatro qualidades, estamos próximos de ser bons ouvintes. Na Epístola de São Tiago encontramos a seguinte expressão: “Lembre-se disto, meus queridos irmãos: cada um esteja pronto para ouvir, mas demore para falar e ficar com raiva”. (Tiago 1.19). Daí compreendo que, ouvir é melhor do que falar, ouvir é um ato de amor, por fim, ouvir é uma arte.


quarta-feira, 18 de junho de 2008

FORMAÇÃO DO DIACONO PERMANENTE



Rev. Frei Daniel Barbosa, OSE*


Quando o candidato ou candidata começa à caminhada para a ordenação para o Diaconato Permanente, entende-se que a pessoa já tenha uma experiência espiritual para tal carisma. Isso quer dizer que tenha o conhecimento da ação do Espírito Santo em sua vida, tenha uma vida de meditação na Palavra de Deus, tenha uma vida de oração, empenhado e empenhada no serviço para com o próximo. O Evangelista de São Marcos fala que: “Se alguém quer ser o primeiro, será o ultimo e servo de todos”. (Mc 9.35)
Mas não é menos verdade que em qualquer outro tipo de atividade podemos estar prestando um grande serviço. A rigor estamos aqui a serviço dos outros, este serviço é exercido em qualquer vocação em fomos chamados e chamadas.

Para uma boa formação ao diaconato é preciso observar algumas diretrizes, nas quais estão fundamentado o Ministério Diaconal. Como por exemplo:
· Aspectos Bíblicos;
· Aspectos Históricos;
· Aspectos Teólogicos;
· Aspectos Litúrgicos;
· Aspectos Canônicos.

Na Bíblia:

Nas primeiras comunidades cristãs, percebemos uma consciência de que a diaconia é a expressão concreta do amor ao próximo. (Gálatas 5.13), Jesus nos deixou um grande exemplo onde Ele sendo o Filho de Deus não veio para ser servido e sim para servir. (Marcos 10.45)

a) Espiritualidade. Buscarmos uma Teologia mais Espiritual e uma Espiritualidade mais Teológica é nosso grande desafio. A nossa espiritualidade deve ser trinitária e cristocentrica. Ao sermos criados a imagens e semelhança de Deus, fomos criados numa Comunhão Trinitária.

b) A espiritualidade diaconal está no exercício da diaconia como modo de ser do cristão. Essa espiritualidade requer de nós uma integridade de vida. Uma espiritualidade que venha nos proporciona atitudes pastorais.

c) Somos desafiados e desafiadas a conhecer, e viver, a ortodoxia e a ortopraxia bíblica. De acordo com Martinho Lutero “ Teu próximo é aquele que necessita de ti em assuntos de corpo e alma. Onde podes ajudar corporal e espiritualmente, lá há serviço a Deus e boas obras.” Infelizmente alguns seguidores da Reforma Protestante por ter Martinho Lutero dado uma maior Ênfase a justificação tão somente pela fé, passaram a desprezar as boas obras.


d) Conhecimento: É preciso ter conhecimento daquilo que nos propomos fazer. Conhecer a Palavra de Deus, compreender que o conhecimento da Palavra de Deus nos capacita no exercício do ministério que Deus nos confiou. É preciso conhecer também a necessidade do povo. Portanto servi a Cristo é ir de encontro das mais profunda necessidades espirituais, pessoais e sociais das pessoais.

e) Na ocasião da Ultima Ceia o Senhor Jesus nos deixou outro grande exemplo de serviço. Ele lavou os pés dos discípulos e serviu a mesa. Com este gesto Ele definiu o jeito de ser dos discípulos, e da comunidade. Cabe a nós também segui este exemplo em todo tempo e lugar.


Na Teologia:

Quanto a Teologia Diaconal existem vários Dons e Carismas nos quais somos chamados e chamadas a exercer nosso ministérios. Entendo que o Serviço é nosso Carisma Central. Precisamos de uma teologia que nos leve ao relacionamento maior com Deus. uma Teologia Integral.

a) Fundamentação Diaconal. Adão foi colocado no Éden para servir a Deus. Para cuidar da natureza e tudo que Deus criou, mas Adão não resistiu ao diabo e cedeu a sua tentação. Deus mandou o segundo Adão Jesus Cristo para resgatar essa humanidade do pecado original do primeiro Adão, sendo que o segundo Adão não cedeu ao diabo. Mas venceu.

b) O diaconato é um ministério que está baseado teologicamente no serviço tanto dentro como fora da Igreja. A realidade teológica do diaconato deve ser entendida como o servidor por excelência, numa perspectiva do Ser Diaconal e do Agir Diaconal. Paul Philipi do Instituto de Diaconia de Heidelberg na Alemanha demonstra que. “ Todo nosso agir diaconal provem de Jesus Cristo como servo de Deus. Jesus nos capacita a servir, e nos dar um coração diaconal.

Na Liturgia:

a) Kerigma. Tem um fundamental papel como proclamador, anunciador das Boas Novas de Deus.

b) Koynonia. Desenvolve um importante trabalho no altar do Senhor, onde prepara a mesa como símbolo do altar do sacrifício, na administração dos Sacramentos e dos Ritos Sacramentais, na oração pelos fieis, na evangelização, no ensino, e na pastoral social.


c) Diaconia. Servir a mesa é muito mais do assistir aos necessitados, é ter uma prática diária e permanente de diaconia. A diaconia não é apenas uma das tarefas da Igreja, mas, é a própria identidade da Igreja como corpo de Cristo. A diaconia é sua marca, é seu distintivo.


Nos Cânones:

a) Deve compreender seus limites de acordo com os cânones diocesano.
b) O Diáconato Permanente é reconhecido canonicamente em nossa diocese. (Cânon 21 art. 1º )
c) Os diáconos e as diaconas integraram um Fraternidade subordinada ao bispo diocesano. (Cânon 21 Art. 3º )

d) Os Diáconos (as) Permanentes poderá ser ordenados (as) presbíteros (as), desde que cumpram as exigências do Cânon 21 Art. 5.

Não diga que não tem tempo para servir, sirva enquanto é tempo


Rev. Frei Daniel Barbosa, OSE




quinta-feira, 5 de junho de 2008

Em discurso no Senado, Marina critica Blairo Maggi


Em seu primeiro discurso após reassumir o mandato, a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC), criticou o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), afirmando que o "erro é combater o que está funcionando e o acerto é apoiar as práticas de desenvolvimento sustentável".

Na sua avaliação, Blairo Maggi não deveria ter questionado as medidas de controle que foram adotadas em sua gestão. "A cada ano que o desmatamento caiu, foi um trabalho conjunto - foram 13 ministérios trabalhando juntos. Mas esse esforço não poderia ser perdido agora. Quando em agosto acendeu a luz vermelha do aumento do desmatamento, não era para Blairo Maggi questionar as medidas, mas para trabalhar junto." Agora como senadora, Marina Silva criticou "manobras" para revogar resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que limita o crédito a municípios do bioma Amazônia, de forma a evitar o desmatamento. "Nada de revogar a resolução do Conselho Monetário, nem a redução das reservas legais da Amazônia", afirmou, ao se referir à regra que obriga toda a propriedade de manter intactos 80% de reserva.

Marina Silva defendeu uma ação conjunta para a Amazônia e desabafou: "Descobri que a melhor forma de ajudar os governos não é fazendo política de governo, mas política de País. Não faço política pensando nas eleições", afirmou. Ela ressaltou também que sempre considerou que "a causa é maior que o cargo".
A senadora destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se comprometeu a não mexer na política ambiental. Não escondeu, porém, uma divergência com o presidente sobre o diagnóstico em relação aos problemas do País. "Discordo que o problema do Brasil é a elite", afirmou ela, referindo-se à tese repetida diversas vezes por Lula que atribui às elites o atraso do País.

O discurso de Marina Silva, feito de improviso, concentrou todas as atenções do plenário do Senado, que ouviu atento às suas palavras. Entre os presentes estava o deputado Sarney Filho (PV-MA), que foi antecessor de Marina no Ministério do Meio Ambiente. Marina, inclusive, elogiou a gestão de Sarney Filho, ressaltando a medida provisória "corajosa" que fixou em 80% a área de reserva legal na Amazônia.

Da Agência Estado